segunda-feira, 20 de dezembro de 2010








CASAMENTO, VIDA EM COMUM

Um famoso professor que se encontrou com um grupo de jovens que falava mal de casamento...

Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e, que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter a triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas Ihes contou a seguinte história:
- Meus pais viveram 55 anos casados.
Numa manhã, minha mãe descia as escadas para preparar café e sofreu um enfarte. Meu pai correu até ela, levantou-a como pode e, quase se arrastando a levou até a caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada.
Quase não chorou.
Eu e meus irmãos, tentamos em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:
- "Meus filhos, foram 55 bons anos...
Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo."
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:
- Ela e eu, estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiram.
Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal e perdoamos nossos erros...
Filhos, agora ela se foi e estou contente.
E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida.
Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso.
Eu a amo tanto, que não gostaria que sofresse assim...
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Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas.
Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo:
- Esta tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa."


E, por fim, o professor concluiu:
Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor.
Está muito além do romantismo e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
"0 verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia a dia e por todos os dias."

"0 verdadeiro amor não é egoísta nem é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada."


"Quem caminha sozinho, pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza chegará mais feliz."

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